Em defesa da aposentadoria e pela geração de empregos, Primavera de Lutas leva trabalhadores às ruas

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Em diversos estados, dirigentes da Fitmetal e CTB promovem atos da “Primavera de Lutas” pela retomada do crescimento, em defesa do emprego e contra a ‘reforma’ da Previdência.

O início da primavera nesta sexta-feira (22) foi marcado por manifestações em diversos estados no Brasil. A “Primavera de Lutas” é um ato, convocado pelas centrais sindicais, que coincide com o início da estação e reuniu as mais diversas categorias de trabalhadores do país em torno de uma agenda que impulsione a retomada do crescimento com geração de emprego e distribuição da renda.

A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) teve papel fundamental na promoção das manifestações que aconteceram simultaneamente em diferentes locais. Os atos contaram com distribuição de flores, em referência ao início da primavera, e do manifesto “Pelo emprego e em defesa do futuro do nosso povo”, assinado pelas centrais sindicais. Dirigentes e trabalhadores da base da Fitmetal também participaram das atividades ao longo do dia. Confira abaixo como foi o início da “Primavera de Lutas” em alguns estados.

São Paulo

O ato na cidade de São Paulo teve concentração no Masp, na Avenida Paulista, e depois seguiu em caminhada pelo parque Trianon ao som da banda da União da Juventude Socialista (UJS) com participação de membros da União Nacional dos Estudantes (UNE). Durante o trajeto foram distribuídas flores e o manifesto das centrais sindicais. O documento destaca a importância da unidade do movimento sindical e valorização do trabalho com geração de emprego.

O presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, diz que a referência à primavera neste momento é muito simbólica, já que é preciso “apostar na esperança e na mudança”.

“Vem aí 2018, o ano de uma batalha eleitoral estratégica, importante e fundamental para que a gente possa sinalizar uma perspectiva de futuro novo. Um futuro que apresente um projeto que tenha centralidade a valorização do trabalho”, disse ele.

Rio de Janeiro

Em defesa do emprego e dos direitos trabalhistas, a CTB-RJ, junto com outras centrais sindicais, realizou o ato da Primavera de Lutas em frente à Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), no centro da cidade do Rio de Janeiro. Os dirigentes sindicais denunciaram a situação de grave crise vivida pelo Rio de Janeiro, principalmente no setor naval. O Presidente da CTB RJ, Paulo Sérgio Farias, comentou falou sobre o momento vivido pela classe trabalhadora:

“Esse movimento, “Primavera de Lutas”, é importante, pois o Brasil está passando por uma crise política que tem desdobramentos econômicos e sociais. E, aqui no Rio de Janeiro, essa crise tem sido dramática para milhares de famílias. Estamos assistindo a cenas que não víamos há muito tempo, com os trabalhadores dormindo embaixo das marquises no centro da cidade e em toda região metropolitana”.

Jesus Cardoso, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro e dirigente da Fitmetal, esteve presente no ato e defendeu uma ação efetiva da Firjan na retomada dos investimentos da indústria para a geração de empregos. Ao mesmo tempo, cobrou da entidade patronal o avanço nas negociações na campanha salarial dos metalúrgicos, uma vez que os empresários continuam se negando a dar um reajuste digno para a categoria.

Após o ato, foi entregue ao presidente da FIRJAN uma carta assinada pelas centrais sindicais e os manifestantes seguiram pela Avenida Rio Branco para entregar rosas para a população nesse primeiro dia de primavera. Confira a carta aqui.

Minas Gerais

Na cidade de Belo Horizonte, a Primavera de Lutas aconteceu na Praça Sete e também contou com distribuição de flores e do manifesto assinado pelas centrais em defesa do emprego.

O ato teve a participação do presidente da Fitmetal e dirigente nacional da CTB, Marcelino da Rocha, da presidente da CTB Minas, Valéria Morato, e da secretária da Mulher da CTB nacional, Celina Arêas.

Bahia

Em Salvador, dirigentes e trabalhadores das bases de diversos sindicatos se reuniram no início da manhã na Praça Piedade para protestar contra a ‘reforma’ da Previdência, a precarização do trabalho e a política neoliberal agressiva de desmonte do Estado do governo Temer.

O ato, além da distribuição de rosas para a população, contou com protesto contra a falta de investimento e o descompromisso do prefeito de Salvador, ACM Neto, na saúde e no funcionalismo municipal, bem como chamou a atenção para o pacote anti-servidor de Michel Temer, que pune e desvaloriza o funcionário público federal.

Os dirigentes sindicais cobraram também a apuração da segunda denúncia contra Michel Temer, acusado de chefiar uma organização criminosa, e protestaram contra o uso de dinheiro público na compra de deputados que votaram a favor de Temer na primeira denúncia.

O presidente da CTB-Bahia, Pascoal Carneiro, junto com dirigentes e trabalhadores da base da central, reafirmaram a posição da entidade contra a ‘reforma’ da Previdência, contestando o argumento do governo de que há déficit e falta de dinheiro.

O ato desta sexta-feira deu início a uma grande jornada de lutas na Bahia, pois no próximo dia 2 de outubro acontece uma audiência pública na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) sobre a Previdência e no dia 5 de outubro, acontece uma passeata da Piedade à Praça Castro Alves.

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