“A essência do golpe é a destruição dos direitos da classe trabalhadora”, diz secretário da Fitmetal

O secretário de Formação da Fitmetal, Marcelo Toledo, participa da reunião mensal do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim (MG), filiado à Federação.

A essência do ataque do atual governo, passado um ano após o golpe parlamentar, jurídico e midiático, nessa crise estrutural do sistema capitalista, é a destruição dos direitos dos trabalhadores e, consequentemente, o aumento do lucro dos capitalistas. Visa ao aumento da rentabilidade e produtividade em cima da força de trabalho dos trabalhadores e trabalhadoras. A opinião é de Marcelo de Toledo, secretário de Formação da Fitmetal, convidado da diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim para participar de sua reunião mensal.

Ao avaliar a situação atual do país, Toledo relembra que o fundamento que justificou a bandeira pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff foi o combate à corrupção. “No entanto, o que temos visto, contraditoriamente, é uma verdadeira quadrilha no comando do país, quadrilha que tomou de assalto o Brasil e contra quem não se faz nada”, critica.

Nesse quadro, Toledo diz que a situação é “gravíssima”, haja vista o empobrecimento gradativo da classe trabalhadora. “Infelizmente, nosso salário mal tem dado para se chegar ao fim do mês e manter as condições dignas de manutenção de nossa família”, ressaltou.

Em sua análise, Toledo acentua os prejuízos que os trabalhadores terão com a reforma trabalhista, a terceirização e a reforma da Previdência. Além disso, destaca os males trazidos pela introdução massiva de novas tecnologias nos meios de produção, que aumenta o fosso entre os que têm acesso e aquelas pessoas que ficam à margem desse processo, leva à introdução da robotização, e, por consequência, ao aumento do número de desempregados em todo o mundo, bem como da extinção de muitas profissões.

Para o secretário de formação da Fitmetal, no entanto, os sindicatos e os dirigentes sindicais estão diante de uma tarefa histórica. “Fazer frente a isso, a este desmonte de nossos direitos e conquistas, passa pela luta a favor da democracia e da unidade – política e de ação – e, sobretudo, de impulsionar a ação sindical dentro das fábricas”, reforça. “É lá o laboratório de tudo o que precisamos fazer para incluir os trabalhadores no processo de desenvolvimento humano e por mais dignidade”, completa.

Fitmetal

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