ALUMAR/ALCOA ABANDONA O DIÁLOGO E RETOMA PRÁTICAS ABUSIVAS E CONFLITUOSAS

Crise!

Após sete meses de negociação, até o momento NÃO FOI ASSINADA a CCT 2017/2018 da categoria, por intransigência da Alcoa/Alumar que, além de não pagar aumento real aos empregados, está impedindo que Sindicato Patronal assine a CCT com o Sindmetal.

As comissões laboral e patronal reuniram-se no dia 3 de outubro, quando a representante da Alcoa/Alumar, Perila Rosa, afirmou a posição da empresa de não assinar a CCT, apesar de ter anteriormente se comprometido com o Sindmetal a pagar um abono de R$ 300,00 aos trabalhadores (valor que representa metade do abono pago em Juruti-PA). Segundo ela, a empresa vai aguardar a nova Lei Trabalhista, que começa a vigorar no dia 13 de novembro, com uma série de regras que limitam e retiram garantias do trabalhador e beneficiam o empregador.

Dessa forma, mesmo aquelas empresas que já haviam se comprometido em assinar a CCT com o Sindmetal foram impedidas e voltaram atrás, de forma que até o presidente do Sindicato Patronal tornou-se refém da Alumar e de uma minoria, ignorando a representatividade da maioria (empresas que praticam piso e reajustes maiores).

O Sindmetal assinou dezenas de acordos individuais com reajustes entre 6,5% e 11,25%, garantindo o retroativo à data-base, a exemplo da CCT da indústria automotiva, que foi de 7.5%.

A Alcoa/Alumar promoveu a judicialização da negociação com ação movida contra o Sindmetal, em cuja audiência na Justiça do Trabalho se portou como vítima, quando na verdade é culpada pelo atraso na negociação coletiva, tendo a própria Perila Rosa sido advertida reiteradas vezes pela magistrada por arrogância e tentativas de interromper a audiência.

A empresa é reincidente em práticas abusivas e conflituosas, como perseguição de dirigentes sindicais, ciperios e sindicalistas; manipulação na norma SA-8000 (que não tem mais certificação nem auditoria externa); terceirização irregular; redução no valor de pagamento do PLR; danos ambientais;  fraudes no preenchimento do PPP – que fica sem efeito para aposentadoria pois, apesar dos acidentes e mortes no trabalho, o documento afirma que o local de trabalho não causa mal a saúde.

Enquanto representante da categoria, o Sindmetal alerta os trabalhadores para evitarem e não aceitarem em hipótese alguma acordos de adesão e/ou coação que legitimem a retirada de direitos e causem prejuízos aos trabalhadores  – como já vem ocorrendo por meio de suspensões e justa causa, onde o trabalhador é coagido e obrigado a assinar a própria condenação, permitindo que a empresa se aproprie dos seus direitos.

O Sindmetal vai intensificar a assinatura de acordos coletivos por empresa, e cobrar de todas a regularização do piso da categoria, com o pagamento das diferenças salariais dos trabalhadores demitidos desde março.

Trabalhadores, não aceitem chantagem de patrão! TRABALHO ESCRAVO JAMAIS! NENHUM DIREITO A MENOS!

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